sábado, 26 de maio de 2012

- CONTATOS ILUMINADOS DE PRIMEIRO GRAU - O CONSOLO

    

No Brasil, a interligação entre o plano físico e o plano espiritual assume características que vão desde a intolerância religiosa até o consolo supremo de ter notícias do ente querido que partiu. Essas características especiais são geradas pelo  fato de que os dotados de mediunidade estão quase exclusivamente vinculados a uma doutrina religiosa que somente existe no Brasil e são objeto de crítica implacável por parte de um sacerdote católico espanhol midiático que se vale da ciência para atacar a religião, a qual possui alguns adeptos que pretendem que seja uma ciência. Desde os anos 60 temos presenciado debates acalorados entre as duas partes, porém, este não é o foco principal deste texto.
A travessia do luto envolve muito desespero e a busca dramática do consolo se torna uma necessidade premente. Muitos que antes eram absolutamente céticos em relação à vida após a morte, ao receberem o golpe psicológico grave da perda de um ente querido, mudam radicalmente de posição e saem em busca da Psicografia como o grande alento para resgatar momentos de uma relação interrompida pelo imponderável.
Dotados de mediunidade se dedicam a essa missão caridosa de uma forma abnegada sem qualquer interesse material porque a doutrina à qual estão vinculados tem a caridade como princípio básico e geram uma situação muito diferente de outros países como, por exemplo, nos EUA onde possuidores desse dom e sem religiosidade, o transformam em atividade de prestação de serviços  cobrando por “consulta”. Nas relações humanas é muito comum o desespero alheio se converter numa fonte de renda. Sem dúvida uma situação de dignidade, no mínimo, discutível.
Retomar a vida e seguir em frente se converte na situação de conviver com o nosso “patrimônio emocional” que abriga as lembranças de momentos especiais vividos com o ente querido falecido e essa convivência se torna menos sofrida quando ocorre o consolo supremo mencionado no primeiro parágrafo. A leitura de uma mensagem psicografada com detalhes só conhecidos pela pessoa que se foi é um lenitivo poderoso para enfrentar o flagelo da dor emocional e um elemento de ajuda muito importante para aceitação da morte de um ser amado. Aceitar, neste caso, significa absorver uma realidade e não concordar com a mesma porque uma perda é sempre irreparável.
Se despojar de qualquer preconceito religioso e ir em busca de “notícias” do ente querido deveria ser um procedimento essencial para quem visa lidar emocionalmente com a perda de uma forma mais saudável. Simplesmente reprimir a dor é uma postura nociva e que gera grandes possibilidades de danos à saúde orgânica.
A grandeza dos mistérios  sempre foi  um desafio à espécie humana, porém, partir do princípio racional de que não há sentido em passar por uma existência sofrida do ventre ao túmulo e não existir um mundo que possa representar um verdadeiro renascer ajuda bastante a lidar com a grande transformação representada pela morte do corpo físico.
Há um direito que jamais pode ser deixado em segundo plano: o de acreditar de acordo com a concepção apontada pelo nosso ego. Isso vale para a crença em um mundo que existe após essa transformação onde valores materiais serão subjugados por um jôrro de luz representado por pensamentos de beleza, amor e devoção.

                                                                                                            Omar

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