domingo, 26 de agosto de 2012

- GRUPO VINICIUS. UMA MEMÓRIA CARIDOSA PARA LEMBRAR DOS ESQUECIDOS


O trabalho voluntário sempre foi e será  um dos componentes primordiais do Plano A para  o enfrentamento da dor pungente gerada pelo sofrimento decorrente do luto.  Uma gama de opções surge para minimizar o sofrimento humano e uma delas receberá uma singela homenagem através deste texto:

Um grupo de seres especiais tem um "happy hour" diferente aos Sábados. Estão iniciando os preparativos para a missão reservada para poucos que  absorvem e colocam em prática o lema da sua concepção religiosa: "Fora da caridade não há salvação". 

As ruas de determinadas regiões de um grande centro urbano como São Paulo se convertem num gigantesco dormitório para aqueles que, por distintos dramas humanos, perderam a sua bússola na vida. Algo que não é tão difícil assim acontecer considerando a tragédia social gerada pela nossa dramática distribuição de renda e consequentes dramas familiares.

Por concepções pessoais que nosso raciocínio linear não consegue entender, dispensam os albergues públicos e preferem o flagelo de dormir enfrentando uma baixa temperatura quando  o papelão substitui um simples cobertor e, para alguns, esse sofrimento atroz só encontra  a redenção quando ocorre a  passagem para o plano espiritual onde a grandeza independe de bens materais. Náufragos que, enfim, avistam uma balsa. Um verdadeiro renascer.

A distribuição semanal de alimentos é simbólica. Um símbolo de que uma memória caridosa existe e é embalada pela nobreza de um sentimento tão raro em nossos dias : o respeito. Respeito em ouvir histórias porque cada indigente tem a sua. Respeito na delicadeza de tratamento quando os alimentos são oferecidos. Respeito, enfim, por gerar a constatação de que a caridade é uma virtude sublime.

A gratidão ?

Ela acontece sim. Alguns esquecidos não hesitam em expressar seu agradecimento através de frases conhecidas. A maioria delas expressando seus votos de que a benção divina abrace os missionários dotados da divina memória.

Apesar de ser de um valor  inestimável, a verdadeira gratidão é gerada pela consciência dos voluntários. Aquela que proporciona o aconchego da paz gerada pela nobreza de suas ações.

Uma nobreza digna de poucos. Os voluntários eleitos para serem os atores dignos de aplausos nesse palco da trágica luta pela sobrevivência.

Omar Manzanares



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