sábado, 25 de agosto de 2012

- E A VIDA CONTINUA



A transposição deste romance para a tela, põe em destaque o que a obra original tem de mais expressivo em seu conteúdo. Converte a essência de cada trecho literário em cenas vivas, instigantes e de interesse humano inquestionável.

Levado por uma dessas tantas “coincidências” da vida, um homem de cinquenta anos conhece, em circunstâncias dramáticas, uma jovem de vinte e cinco. Fugitivo de si mesmo, sobrevivente de uma tragédia pessoal que o tempo ensinou a esconder num bem-humorado sorriso, no mesmo instante se encanta por essa moça que além de frustrada paixão pelo marido infiel, nenhuma razão mais possui para continuar vivendo.
Como náufragos à deriva, Ernesto e Evelina juntam forças e esperanças. Mas, não só amores e desamores passados os tornam semelhantes. A questão da saúde comprometida pela mesma enfermidade grave (outra “coincidência”), lança expectativas sombrias no futuro dos dois.
Como investir numa tão promissora amizade que pode acabar sem glória e sem despedida no Centro Cirúrgico de um hospital ?
Instala-se a dúvida e nos poucos dias que os separam de seus destinos curiosamente parecidos, o homem e a mulher que o “acaso” trouxe para um encontro preparam suas almas apostando na Vida, mas com um olho na Morte,
No último minuto de proximidade na estância de repouso preparatório para as cirurgias, dizer o que ? Adeus? Até breve?
Na falta de resposta o silêncio foi melhor. Um sorriso e uma mão acenando disseram mais.
Como no Teatro, fechava-se a cortina ao final do Primeiro Ato. O segundo seria num outro palco, numa nova dimensão para uma outra platéia. Entenderiam os protagonistas agora, que a Vida é uma peça de muitos Atos, porém sem fim.

Filme adaptado do livro “E a vida continua” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.



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