quarta-feira, 29 de agosto de 2012

- POEMA DO ADEUS



Então eu fiz um bem dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei.
Deixei nos olhos seus meu último olhar
E ao bem do amor eu disse adeus 

Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho são o pranto que chorei
Escondo em minhas mãos carinhos que eram seus
E guardo sua voz no Poema do Adeus 

Luiz Antonio

 Ouça a canção:

domingo, 26 de agosto de 2012

- GRUPO VINICIUS. UMA MEMÓRIA CARIDOSA PARA LEMBRAR DOS ESQUECIDOS


O trabalho voluntário sempre foi e será  um dos componentes primordiais do Plano A para  o enfrentamento da dor pungente gerada pelo sofrimento decorrente do luto.  Uma gama de opções surge para minimizar o sofrimento humano e uma delas receberá uma singela homenagem através deste texto:

Um grupo de seres especiais tem um "happy hour" diferente aos Sábados. Estão iniciando os preparativos para a missão reservada para poucos que  absorvem e colocam em prática o lema da sua concepção religiosa: "Fora da caridade não há salvação". 

As ruas de determinadas regiões de um grande centro urbano como São Paulo se convertem num gigantesco dormitório para aqueles que, por distintos dramas humanos, perderam a sua bússola na vida. Algo que não é tão difícil assim acontecer considerando a tragédia social gerada pela nossa dramática distribuição de renda e consequentes dramas familiares.

Por concepções pessoais que nosso raciocínio linear não consegue entender, dispensam os albergues públicos e preferem o flagelo de dormir enfrentando uma baixa temperatura quando  o papelão substitui um simples cobertor e, para alguns, esse sofrimento atroz só encontra  a redenção quando ocorre a  passagem para o plano espiritual onde a grandeza independe de bens materais. Náufragos que, enfim, avistam uma balsa. Um verdadeiro renascer.

A distribuição semanal de alimentos é simbólica. Um símbolo de que uma memória caridosa existe e é embalada pela nobreza de um sentimento tão raro em nossos dias : o respeito. Respeito em ouvir histórias porque cada indigente tem a sua. Respeito na delicadeza de tratamento quando os alimentos são oferecidos. Respeito, enfim, por gerar a constatação de que a caridade é uma virtude sublime.

A gratidão ?

Ela acontece sim. Alguns esquecidos não hesitam em expressar seu agradecimento através de frases conhecidas. A maioria delas expressando seus votos de que a benção divina abrace os missionários dotados da divina memória.

Apesar de ser de um valor  inestimável, a verdadeira gratidão é gerada pela consciência dos voluntários. Aquela que proporciona o aconchego da paz gerada pela nobreza de suas ações.

Uma nobreza digna de poucos. Os voluntários eleitos para serem os atores dignos de aplausos nesse palco da trágica luta pela sobrevivência.

Omar Manzanares



sábado, 25 de agosto de 2012

- E A VIDA CONTINUA



A transposição deste romance para a tela, põe em destaque o que a obra original tem de mais expressivo em seu conteúdo. Converte a essência de cada trecho literário em cenas vivas, instigantes e de interesse humano inquestionável.

Levado por uma dessas tantas “coincidências” da vida, um homem de cinquenta anos conhece, em circunstâncias dramáticas, uma jovem de vinte e cinco. Fugitivo de si mesmo, sobrevivente de uma tragédia pessoal que o tempo ensinou a esconder num bem-humorado sorriso, no mesmo instante se encanta por essa moça que além de frustrada paixão pelo marido infiel, nenhuma razão mais possui para continuar vivendo.
Como náufragos à deriva, Ernesto e Evelina juntam forças e esperanças. Mas, não só amores e desamores passados os tornam semelhantes. A questão da saúde comprometida pela mesma enfermidade grave (outra “coincidência”), lança expectativas sombrias no futuro dos dois.
Como investir numa tão promissora amizade que pode acabar sem glória e sem despedida no Centro Cirúrgico de um hospital ?
Instala-se a dúvida e nos poucos dias que os separam de seus destinos curiosamente parecidos, o homem e a mulher que o “acaso” trouxe para um encontro preparam suas almas apostando na Vida, mas com um olho na Morte,
No último minuto de proximidade na estância de repouso preparatório para as cirurgias, dizer o que ? Adeus? Até breve?
Na falta de resposta o silêncio foi melhor. Um sorriso e uma mão acenando disseram mais.
Como no Teatro, fechava-se a cortina ao final do Primeiro Ato. O segundo seria num outro palco, numa nova dimensão para uma outra platéia. Entenderiam os protagonistas agora, que a Vida é uma peça de muitos Atos, porém sem fim.

Filme adaptado do livro “E a vida continua” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.



- DEVEMOS CONTINUAR

                         

 À noite em meu quarto olho as estrelas e não encontro o brilho de   outrora.

Tento dormir e não consigo.

Meus pensamentos voam tentando achar uma explicação e não consigo encontrar.

A angústia sufoca o meu coração.

Lágrimas rolam e não conseguem aliviar o peso da minha alma.

E eu continuo a te procurar em cada esquina da vida, mas em nenhuma delas você está...

Sim, em muitos momentos da vida, alguém especial tem que partir antes de nós.

E fica a pergunta: "Como continuar? "

A dor é forte demais e a vontade de desistir persiste.

Porém, podemos e devemos continuar.

Se o sorriso de outrora não pode mais ser visto, procuremos encontrá-lo na alegria expressada no rosto de uma criança carente que        
acabamos de auxiliar

Se as mãos não podem mais ser tocadas, levemos o calor de um abraço sincero a quem passa por grandes sofrimentos.

Se a música não pode mais ser dançada, espalhemos a melodia entre os enfermos de um hospital.

Se a voz não pode mais ser ouvida, procuremos semear palavras de esperança por onde andarmos.

Se as estrelas não têm o mesmo brilho de outrora, nos esforcemos em iluminar o caminho daqueles que se encontram entre as trevas.

Se não podemos mais oferecer flores, trabalhemos para florir todos os jardins do mundo.

Se a luz parece ter ido embora, procuremos suavizar a escuridão que reina em tantos lares necessitados.

Se o riso se foi, procuremos trazer alegria para quem está desanimado diante de tantos obstáculos.

Se o sol deixou de brilhar, transformemo-nos em um farol para iluminar o caminho de quem se encontra perdido.

Se a ausência parece machucar o nosso coração, procuremos levar esperança a quem deixou de acreditar.

Se os encontros perderam a sua graça, procuremos entender o milagre que podemos realizar quando estendemos a mão a quem está caído.

Se o físico se foi, o espírito ainda vive e sente.

Devemos acreditar que o reencontro está marcado.

Sim, devemos continuar.

Devemos sentir saudades sim, mas jamais tristeza.

Devemos preencher o vazio que sentimos com gestos de amor.

Porque só o amor é capaz de grandes transformações.

Só o amor rompe todas as barreiras.

Só o amor cala as nossas feridas.

E só o amor nos leva a crer que não importa as perdas que a vida nos impõe, devemos sempre continuar....


(Sônia Carvalho)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

- SABER VIVER



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato e, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome: auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de....amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... amor-próprio. 
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje, vivo um dia de cada vez.
Isso é...plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é.... SABER VIVER !!!

Charles Chaplin



domingo, 19 de agosto de 2012

- DEPRESSÃO. O PORTAL DO INFERNO NO LUTO



Quando se trata de um caso de vida ou morte, há a necessidade de tolerância zero com a ignorancia sobre o tema quando pessoas de baixa escolaridade (infelizmente em nosso país um segmento enorme da população) a rotulam simplesmente de “frescura”.
Um dos pesadelos em termos de saúde pública tratado com uma confusão lamentável com a tristeza. Só resta  desejar o amparo divino para o doente que, após a perda traumática de um ente querido,  teve o tropeço genético de ter nascido em meio a uma família que não o induzirá para a busca de ajuda profissional. Um suicídio anunciado em alguns casos.
Para o país com a mais alta carga tributária do planeta nada custa questionar:
Se o direito à saúde é público por que não há  uma campanha massiva esclarecedora através das mídias impressa e eletrônica ?
Apesar de extremamente válidas, as entrevistas televisivas com autoridades médicas, não representam o esforço de comunicação necessário para colocar as coisas nos devidos lugares e evitar a situação dramática de que familiares e amigos, movidos pela suprema ignorância, acreditam que a vítima “tem que reagir”, ou seja, colocando a responsabilidade terapêutica  no próprio paciente. Nada mais atroz e ineficaz.
A abordagem didática é mais do que necessária neste contexto:
A tristeza é uma emoção humana natural, passageira e esperada em determinadas situações da vida de qualquer pessoa. Todos temos momentos tristes e alegres, dias melhores e piores, mas jamais devemos confundir isto com depressão.
A depressão é um estado acentuado de angústia que vem acompanhado de uma série de sintomas físicos e psíquicos aparentemente desproporcionais ao acontecimento que os provocaram.
A pessoa com depressão apresenta uma tristeza profunda, desânimo e diminuição importante de seus interesses e atividades de forma contínua e durante, no mínimo, duas semanas.
Pode apresentar também alterações no apetite, no sono, dores e mal estar físico. Esses sintomas estão presentes na maior parte do tempo e levam a problemas sociais e familiares com impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo.
Se você, até a leitura deste texto confundia depressão com tristeza, não fique triste. Reveja seu conceito e a sua postura no sentido de consolar o próximo enlutado será a mais próxima da ideal. O amparo de um holofote nas trevas.


Omar Manzanares



sábado, 18 de agosto de 2012

- UM CANTO DE ADEUS


O que (se) foi é (s)ido, disse Arnaldo Antunes. E não há sofrimento maior no mundo do que esse causado por um adeus. O adeus da morte. Da saúde. Da juventude. De um amor. O adeus que se dá às ilusões quando descobre-se estar vivendo uma mentira.
Adeus estraçalha a gente. Palavra simples. Interjeição. Substantivo masculino. Duas sílabas. Imenso poder de destruição. Saber que o que se foi não volta mais.
Adeus dilacera a alma. Adeus é morte em vida
A pele que perde o viço. As gengivas que encolhem e expõem as raízes dos dentes. A dificuldade em executar tarefas antes tão corriqueiras. Não me reconhecer no espelho. O tempo que leva silenciosamente minha juventude. Inexorável. Aliado do adeus.
Adeus trágico que marca a proximidade do fim quando só me restam pústulas, caroços e toda sorte de anomalias com nomes estranhíssimos que sequer me arrisco a pronunciar.
A lágrima que insiste em brotar nesses olhos já cansados de tanto chorar. A saudade que imprime um sinal indelével em quem ficou. Adeus definitivo e maldito que me separa no tempo e espaço de alguém querido.
Adeus doloroso que revela, sem piedade, aquilo que me recuso a entender. Adeus irremediável que traduz de forma perfeita toda e qualquer frase iniciada com “Nunca mais”.
Nunca mais o cheiro. Nunca mais o abraço. Nunca mais o riso. Nunca. Nunca. Nunca mais… Nada!
Adeus cruel que leva o amor e ressuscita a solidão. Mata as faceiras ilusões de felicidade sem fim. Aniquila a inocência. Dá vazão ao sombrio. Igual a morte, anda lado a lado ao nunca mais. Nunca mais doído que poderia não existir.
Adeus incerto que me separa para sempre do ser almejado, sem que para sempre ele tenha partido. Adeus que não deveria existir. Que, quisera eu, fosse sublimado. Adeus ardiloso que vem e, na minha história, coloca um ponto final.
Carolina Vianna



terça-feira, 14 de agosto de 2012

- O CONSOLO PARA OS QUE PERDERAM O SOLO

  
Perder o chão” passou a ser uma expressão consagrada para expressar o momento quando os dois Ds que acompanham a morte de um ente querido batem à nossa porta:
Dor e Desespero.
O mundo e o ser humano estão vivendo um momento de transição pessoal e planetário. Muitos estão enfrentando os desafios de se adaptar, lidar com a vida, com suas emoções, com seu trabalho e relacionamentos, gerenciar seu tempo e alcançar seus objetivos pessoais e profissionais.
As situações cotidianas vem aumentando os desafios emocionais, agravando os estados de estresse, medo, ansiedade, fobia, raiva, insegurança, doenças mentais emocionais e físicas, gerando uma situação real e preocupante para a saúde e segurança pessoal e pública.
No Brasil menos de 20% da população tem acesso a qualquer tipo de apoio emocional ou terapêutico. A maioria, mesmo precisando, não tem condição financeira para pagar qualquer tipo de terapía e as consequências levam ao suicídio ou extremo ato de violência ou loucura.
A missão e visão dos Terapeutas sem Fronteiras é auxiliar no processo de transição e evolução pessoal e planetária, oferecendo gratuitamente serviço de apoio emocional e terapêutico à humanidade.
A sua condição na escala social ou profissão são detalhes que nada importam. Todos, ao perder um ente querido, sentimos nas profundezas da alma o impacto emocional devastador que a sensação de perda pode ocasionar.
O apoio consolador está ao alcance de todos de forma abrangente e sem custo através de atendimentos personalizados  de apoio por via telefônica (11-2389-8816), o qual é gratuito quando é avaliada a necessidade de eventual encaminhamento para um apoio terapêutico sem ônus algum para o interessado dentro do seguinte horário:
- Segundas às Sextas-Feiras : das 13:00 às 21:00 hs
- Sábados : das 09:00 às 13:00 hs
Voluntários treinados e com imenso potencial de auto-doação esperam pelo seu contato. Não hesite em divulgar esse serviço para quem precisa.





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

- A MORTE NÃO EXISTE !

O que se dá é apenas uma transformação em nossa maneira de ser.
Não espere que, depois desta, exista outra vida. Não !
A vida é a mesma.
A vida eterna já está sendo vivida por nós.
Depois da morte, continuamos a ser o que já somos.
Portanto, procure ser AGORA, antes da morte, aquilo que você deseja continuar a ser depois da morte.
Porque a morte não existe !

Carlos Torres Pastorino


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

- A NATUREZA REAL DA MORTE


 




 
Entre todas as incertezas que constituem a característica deste mundo, só uma coisa é certa: a morte. Vez por outra, depois de uma vida curta ou longa, chega a seu termo esta fase material da nossa existência. Havendo então o nascimento num novo mundo, o qual é, segundo as formosas palavras de Wordsworth o esquecimento do passado.

O nascimento e a morte podem ser considerados, portanto, como a transferência da atividade humana de um mundo para outro, e depende do nosso ponto de vista designarmos tal mudança por nascimento ou morte. Se entrarmos no mundo em que estamos vivendo, chamamos a isso nascimento, e, se deixamos o plano de nossa existência atual para entrar em um outro mundo damos a esse fenômeno o nome de morte. Para o indivíduo, todavia, a passagem de um mundo para outro não é mais do que a mudança de uma cidade para outra; ele vive inalteradamente, unicamente seu exterior que o rodeia e as condições são mutáveis.

A passagem de um mundo para outro ocorre, em geral, mais ou menos inconscientemente, como um sonho, segundo o diz Wordsworth, e por essa razão nossa consciência se fixa no mundo que abandonamos. Durante a infância o Céu está, de fato, ao nosso redor. As crianças são clarividentes durante um período curto ou longo após o nascimento e todo aquele que morre continua contemplando o Mundo Material ainda por algum tempo.

Se morrermos enquanto nos encontramos na plenitude do nosso vigor físico, com fortes vínculos familiares, amizades ou outros interesses, o Mundo Físico continuará atraindo nossa atenção durante mais tempo do que ocorreria se a morte se produzisse na velhice, quando se rompem os vínculos terrenos antes de sobrevir a mudança que chamamos morte. Isto se baseia no mesmo princípio pelo qual a semente adere fortemente à fruta verde, ao passo que se solta facilmente da fruta madura. Por conseguinte, é mais fácil morrer em idade avançada do que em plena juventude.

A inconsciência por que passa o Espírito ao nascer ou ao morrer, deve-se à nossa incapacidade para ajustar o nosso foco de consciência ao novo plano de vida instantaneamente, e é semelhante à dificuldade que experimentamos ao passar de um quarto escuro para a plena luz do exterior em um dia ensolarado, ou vice-versa. Nestas condições sempre decorre algum tempo antes de podermos distinguir os objetos que nos cercam. O mesmo acontece com o recém-nascido ou o recém-morto: ambos têm que reajustar as suas percepções às novas condições.

Quando chega o momento que determina o final da vida no Mundo Físico, a utilidade do corpo denso terminou e o Ego se retira dele pela cabeça, levando consigo a mente e o corpo de desejos, como o faz todas as noites durante o sono. Mas agora o corpo vital já não tem utilidade e por isso também é retirado e uma vez que o cordão prateado que une os veículos superiores aos inferiores se parta, não poderá mais ser restaurado.

Lembremo-nos de que o corpo vital é composto de éter, o qual durante a vida física é sobreposto ao corpo denso das plantas, dos animais e do homem. O éter é uma substância física e portanto tem peso. Os cientistas ainda não tem meios para recolhê-lo e pesá-lo mas quando se produz a morte e o corpo etéreo abandona o corpo físico, este sofre uma diminuição de peso. Isto demonstra que algo que tinha peso, embora invisível, deixou o corpo denso naquele momento.

A ciência sabe que, seja qual for o poder que move o coração, não procede de fora e sim de dentro desse órgão. O ocultista-cientista vê uma câmara no ventrículo esquerdo, próxima ao ápice, onde existe um pequeno átomo flutuando em um mar do éter mais superior. A energia que existe nesse átomo como a de todos os outros átomos, é a vida indiferenciada de Deus. Sem essa energia o mineral não poderia modelar a matéria em cristais, nem os reinos vegetal, animal e humano poderiam formar seus corpos. Quanto mais nos aprofundamos, tanto mais evidente se torna que em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Esse átomo é o chamado "átomo-semente". A energia nele encerrada é que move o coração e mantém vivo todo o organismo. Todos os outros átomos no resto do corpo, têm que vibrar em sintonia com ele. As forças dos átomos sementes impregnaram os corpos que o Ego habitou sucessivamente na sua marcha evolutiva.

Como conseqüência, nesse átomo-semente estão escritas todas as experiências do Ego em suas vidas anteriores. Quando voltarmos a Deus, quando nos unirmos novamente com Ele, esse registro que peculiarmente é o registro de Deus, subsistirá, e dessa maneira conservaremos nossa individualidade eternamente. Nossas experiências serão transmutadas em faculdades: o mal se transformará em bem e este se transformará em poder, para produzir um bem ainda maior: entretanto o registro das experiências de todos os seres pertencem unicamente a Deus e em Deus no mais íntimo sentido.

O "cordão prateado" que une os veículos superiores aos inferiores, termina no átomo-semente, no coração. Quando a vida material chega a seu termo de modo natural, as forças do átomo semente se desprendem, passam pelo nervo pneumo-gástrico, pelo posterior da cabeça e pelo cordão prateado, junto com os veículos superiores. Sua ruptura no coração assinala a morte física mas o cordão prateado nem sempre se parte de uma só vez; em alguns casos demora vários dias.
                        
                                  www.fraternidaderosacruz.org



terça-feira, 7 de agosto de 2012

- QUE ESPERANÇA HÁ PARA ENTES QUERIDOS FALECIDOS



A Bíblia esclarece que Deus originalmente não intencionava que as pessoas morressem. Ele criou o primeiro casal humano (Adão e Eva), colocou-os num paraíso terrestre chamado Éden e instruiu-os a terem filhos e estenderem seu lar paradisíaco até cobrir toda a Terra. Eles morreriam apenas se desobedecessem às instruções de Deus (Gênesis 1:28).
Carecendo de apreço para com a bondade de Deus, Adão e Eva realmente desobedeceram e fez-se com que pagassem a penalidade prescrita e por causa da sua desobediência ou pecado, Adão foi sentenciado a voltar ao pó, a um estado de inexistência.
Visto que apenas Adão e Eva desobedeceram aquela ordem no Éden, porque todos nós morremos ?
É porque todos nós nascemos após a desobediência de Adão e assim todos nós herdamos dele o pecado e a morte.
Mas talvez alguém pergunte:
“Não tem as pessoas uma alma imortal que sobrevive à morte ?”
Muitos tem ensinado isso até mesmo dizendo que a morte é uma passagem para uma outra vida, mas, essa idéia não se origina da Bíblia.
Em vez disso, a Palavra de Deus ensina que você é uma alma, que a sua alma é realmente você com todas as faculdades físicas e mentais. Em parte alguma a Bíblia ensina que o homem tem uma alma imortal que sobrevive à morte do corpo.
Quando a inimiga morte ataca, o seu pesar pode ser grande embora creia na ressurreição. Abrahão tinha fé que sua esposa voltaria a viver, contudo lemos que “Abrahão entrou para lamentar Sara e chorar por ela”. Assim, quando morre alguém que amamos, não é fraqueza chorar.
Quando morre uma criança é especialmente doloroso para a mãe. Assim, a Bíblia reconhece o amargo pesar que a mãe pode sentir assim como é também difícil para o pai enlutado.
Depois que o pecado e a morte passaram a existir no mundo, Deus revelou que seu propósito era que os mortos tornassem a viver por meio de uma ressurreição.
Sim, o Deus Todo-Poderoso tem não somente o poder, mas também o desejo de ressucitar pessoas por ele escolhidas. O próprio Jesus Cristo disse:
“Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão sua voz e sairão” (João
5:28)
Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados – Ensinos do Reino
Edição de 2011