CENTRO ESPÍRITA ANA VIEIRA
Fundado em 1941
Sessões Públicas de Psicografia
“O receio da morte é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos.Ele é necessário enquanto o homem não está bastante esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, o levaria a deixar prematuramente a vida terrestre e a neglicenciar o trabalho na Terra que deve servir para o seu próprio adiantamento.
À medida que o homem compreende melhor a vida futura, o receio da morte diminui mas, ao mesmo tempo, compreendendo melhor sua missão sobre a Terra, ele aguarda seu fim com mais calma, mais resignação e sem medo. A certeza da vida futura dá um outro curso às suas idéias e um outro objetivo aos seus trabalhos.
A certeza de reencontrar amigos após a morte, de continuar as relações que ele teve sobre a Terra, de não perder o fruto de nenhum trabalho, de crescer continuamente em inteligência e em perfeição, lhe dá a paciência de esperar e a coragem de suportar as fadigas momentâneas da vida terrestre.
Para libertar-se dos receios da morte, é necessário poder analisá-la sob seu verdadeiro ponto de vista, isto é, haver penetrado pelo pensamento no mundo espiritual e dele fazer uma idéia tão exata quanto possível, o que indica no espírito encarnado um certo desenvolvimento e uma certa capacidade para se desligar da matéria.
A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de considerar o futuro. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade. O estado das almas após a morte não é mais uma teoria, mas o resultado da observação. O véu está levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda sua realidade prática.
Allan Kardec
O Céu e o Inferno

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