sábado, 30 de junho de 2012

- QUEM AMA LIBERTA, ENTREGA e DEVOLVE


“O amor é a essência fundamental para o alcance de uma comunicação sustentada em bases sólidas, que faz florescer em cada Ser o desejo  de aprimorar-se como pessoa.
 É através da linguagem do amor que paramos para ouvir com a alma, deixando as palavras nos tocarem de forma a querer lapidar as nossas atitudes, principalmente as inerentes ao próximo.
 Tornamo-nos pessoas melhores quando desnudamos a nossa alma, ao mesmo tempo que tomamos as nossas decisões mais coerentes para o alcance dessa mudança.
 O comunicar-se, na prática, com amor não se reduz às palavras proferidas, vai muito além disso, requer atitudes com essa coerência, que semeiam mudanças ou contagiam as pessoas com seu exemplo.
 O amor que une as pessoas, de maneira incondicional, é para sempre. Trazemos em nós o melhor de cada pessoa que amamos e que com ela compartilhamos uma vida.
 Esse mesmo amor que fortalece os laços de vidas entre as pessoas, que nos permite crescer, na essência da palavra, é o que transcende a comunicação entre os dois mundos, tornando-a viável para quem está aberto ou receptivo a esse canal de comunicação – aos chamados sinais.
Os sinais do amor são como a fragrância suave de uma flor que, ao senti-la, paramos para observar, pensar e refletir, inalando o sopro de vida”.

 Maria Teresa Fialho de Souza Campos
Quando o amor Comunica 


"Aqueles que passaram por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si e levam um pouco de nós."
Saint Exupery
Postagem Sugerida Por Humberto Pullin





quinta-feira, 28 de junho de 2012

- CENTRO ESPÍRITA ANA VIEIRA

CENTRO ESPÍRITA ANA VIEIRA
Fundado em 1941
Sessões Públicas de Psicografia



“O receio da morte é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos.Ele é necessário enquanto o homem não está bastante esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso à tendência que, sem esse freio, o levaria a deixar prematuramente a vida terrestre e a neglicenciar o trabalho na Terra que deve servir para o seu próprio adiantamento.

À medida que o homem compreende melhor a vida futura, o receio da morte diminui mas, ao mesmo tempo, compreendendo melhor sua missão sobre a Terra, ele aguarda seu fim com mais calma, mais resignação e sem medo. A certeza da vida futura dá um outro curso às suas idéias e um outro objetivo aos seus trabalhos.

A certeza de reencontrar amigos após a morte, de continuar as relações que ele teve sobre a Terra, de não perder o fruto de nenhum trabalho, de crescer continuamente em inteligência e em perfeição, lhe dá a paciência de esperar e a coragem de suportar as fadigas momentâneas da vida terrestre.

Para libertar-se dos receios da morte, é necessário poder analisá-la sob seu verdadeiro ponto de vista, isto é, haver penetrado pelo pensamento no mundo espiritual e dele fazer uma idéia tão exata quanto possível, o que indica no espírito encarnado um certo desenvolvimento e uma certa capacidade para se desligar da matéria.

A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de considerar o futuro. A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade. O estado das almas após a morte não é mais uma teoria, mas o resultado da observação. O véu está levantado. O mundo espiritual nos aparece em toda sua realidade prática.

                                                               Allan Kardec
                                                         O Céu e o Inferno

           




- SENTIMENTALISMO E AMOR VERDADEIRO

    



www.sni.org.br


O amor verdadeiro difere do mero sentimentalismo que, frequentemente, é manifestado com frases como “eu te amo”, pois é um sentimento muito mais sério e profundo. O amor verdadeiro suscita na pessoa o esforço para manifestar concretamente o Amor de Deus.
Persistir no esforço de contemplar a perfeição da Imagem Verdadeira e orar para que ela se manifeste, mesmo quando a aparência da pessoa não é bonita nem agradável – assim é o amor verdadeiro. Não é verdadeiro o amor-compaixão, em que a pessoa, ao olhar alguém doente, só consegue ver o lamentável aspecto fenomênico e verte lágrimas de pesar.
O amor verdadeiro é aquele em que a pessoa transcende a imagem fenomênica do doente, contempla e reverencia a perfeição da Imagem Verdadeira dele e se concentra em fazer com que ele exteriorize essa perfeição.

“Não morreu, apenas dorme”

 Decorridos quatro dias da morte de Lázaro, e estando o seu corpo depositado no sepulcro, Jesus foi visitar a família do falecido. Segundo a Bíblia, ao ver a profunda dor da família de Lázaro, “Jesus chorou”.
Essa foi uma manifestação do “amor fenomênico”, ou seja, o “amor da imagem fenomênica”. Nesse estágio de amor, a pessoa limita-se a chegar ao mesmo nível fenomênico dos familiares do doente ou do falecido e chorar de pesar junto com eles, não conseguindo, portanto, ser um agente da força curativa. Obviamente, Jesus transcendeu esse estágio.
Em vez de se ater à “morte fenomênica” de Lázaro, volveu os olhos da mente para a imortal Imagem Verdadeira de Lázaro e afirmou: “Ele não morreu, apenas dorme”. Em seguida, ordenou-lhe que se levantasse. Imediatamente, Lázaro ressuscitou e saiu do túmulo. Esse episódio mostra o poder do “amor da Imagem Verdadeira”, muito diferente do “amor da imagem fenomênica”, no qual a pessoa se limita a verter lágrimas de pesar junto com os que sofrem.

Nem sempre a morte significa sofrimento

 A morte ocorre quando a pessoa acaba de cumprir o tempo de serviço na vida terrena e deve passar para o mundo espiritual. Portanto, de nada adianta imitar a afirmação de Jesus Cristo: “Ele não morreu, apenas dorme”, pensando que basta contemplar a perfeição da Imagem Verdadeira da pessoa para fazê-la ressuscitar, se ela já cumpriu o tempo de serviço neste mundo. Entretanto, no caso de alguém contrair uma doença grave quando ainda não acabou o seu tempo de vida neste mundo, é possível promover a cura fazendo a mentalização: “Você é filho de Deus, não esta doente, e sim repleto de saúde”, mentalização essa que produz o mesmo efeito da afirmação: “Ele não morreu, apenas dorme”.
Já no caso de a pessoa adoecer por ter chegado a hora de passar para o mundo espiritual, deve-se mentalizar a sua natureza divina e a perfeição original, o que lhe possibilitará morrer com serenidade sem passar pela agonia da morte.

Masaharu Taniguchi 

terça-feira, 26 de junho de 2012

- SAUDADE


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

                                           Pablo Neruda

quinta-feira, 21 de junho de 2012

- LAR DO AMOR CRISTÃO

Lar do Amor Cristão
Rua 2 de Julho, 378 e 384 – Ipiranga
Sugerimos utilizar o Metrô (Sacomã-Linha Verde)
Fone: (11) 2273-6268  Psicografia às 5as.feiras – 14 hs



ELES VIVEM 
                        

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.

Eles não morreram. Estão vivos.

Compartilham-te as aflições quando te lastimas sem consolo.

Inquietam-se com a rua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do Espírito as palavras que pronunciaste quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.

Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-se as lágrimas quando tateias ou lhes enfeita a memória perguntando porque.

Pensa neles com saudade convertida em oração.

As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.

Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e te-los-ás contigo por infatigáveis zeladores dos teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes  faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material.

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração a dizer-te que não caminharam na direção da noite mas sim ao encontro do Novo Despertar.  

EMMANUEL



quinta-feira, 7 de junho de 2012

- A VELA E O VENTO NO PORTAL DA FUGA DEFINITIVA

    
A solidão foi o preço que você pagou. O papel mais duro que você interpretou.
 Hollywood criou uma super estrela e a dor foi o preço que você pagou”
(“Candle in the wind” – “Como uma vela ao vento” )

Uma canção de Elton John para um tributo a Marilyn Monroe, um ícone do show business do século passado. Uma suicida.
Temos nessa situação obviamente polêmica um festival de “tribunais” para julgar quem opta por esse portal de fuga. Religiosos, científicos, e principalmente a “voz do povo”. Neste último caso quem opina incorpora o papel de Promotor e Juiz e muitos não hesitam em rotular de “covarde” o fugitivo.
Parece que a situação de impotência do suicida diante de uma Depressão profunda está longe de ser compreendida sob o manto da empatia. Aquela que parece tão difícil nesse julgamento e tem uma semelhança acentuada com a opinião de Mel Gibson sobre a Austrália, país onde viveu grande parte de sua vida:
“ Você tem que viver lá para entendê-la”
Cada “tribunal” tem seus argumentos. Alguns de natureza filosófica, dogmática ou mesmo a concepção pessoal de que jamais irão vivenciar uma Depressão na trajetória da sua existência. Neste último caso, uma aposta arriscada no cassino da vida.
Há perguntas de resposta dificílima como, por exemplo, esta:
“ Você condenaria quem saltou para a morte no atentado às Torres Gêmas, o famoso “11 de Setembro”, quando estava sendo atingido pelas chamas do incêndio ? “
Sem qualquer sombra de dúvida, um suicídio polêmico considerando que a morte “natural” resultaria num corpo calcinado de quem não optou pela “fuga”.
O bombardeio de preocupações que assola o ser humano sejam de ordem financeira, profissional, emocional e muitas vezes por motivo de saúde, representa  em alguns casos uma associação com sentimentos de autodestruição quando viver se torna difícil e inviável. Estamos falando sobre a décima causa de morte no mundo  que provoca uma dor aguda nos entes queridos “que ficam”.
Como nosso objetivo é o apoio ao luto, tudo que foi digitado acima passa para um segundo plano quando o primordial é enfrentar o sofrimento por quem perde um familiar, parente ou amigo nessas condições. A morte já ocorreu e opinar sobre o gesto extremo de quem partiu parece ser uma situação de desdobramento infrutífero.
Familiares mais próximos passam a viver uma sensação de choque e incredulidade. A imagem chocante do encontro do cadáver será um flagelo quase definitivo por ser impossível de esquecer.
O questionamento envolve com muita frequência uma busca de uma explicação para a tragédia que pode levar anos. Uma busca muitas vezes frustrante porque as razões reais  jamais poderão ser conhecidas.
Esse questionamento pode se converter num motivo de tensão nas relações familiares principalmente quando ocorre a existência de um elemento de culpa. Um luto diferente dos demais, porém que não difere no aspecto das armas disponíveis para enfrentamento nessa sequência de “batalhas” que irá ocorrer após o sepultamento. São tradicionais, porém, muito necessárias :
-  Grupos de Ajuda específicos para o luto (no Brasil são raridades)
-  Ajuda profissional de Psiquiatras e/ou Psicólogos
-  O amparo da fé em uma divindade.
- Para os que acreditam, uma comunicação via Psicografia com o falecido.
Cooperar com o inevitável no sentido de aceitar a morte com todo o questionamento embutido é a grande meta inicial, ou seja, a realidade da morte tem que ser absorvida com o aprendizado de viver sem a companhia de quem faleceu. Não será uma deslealdade com o mesmo.
Não há como evitar o óbvio e registrar que nada será como antes e ocorrerão sim mudanças de porte significativo nos valores e sistema de vida.
Ousar lutar é ousar vencer e a vitória final, após  ter a passagem do tempo como grande aliada, será uma oportunidade de crescimento para viver um passado sem amarguras.

Omar

segunda-feira, 4 de junho de 2012

- CHECK UP DA ALMA NA "OFICINA DE EMOÇÕES"


Oficina de Emoções - Associação e Comunidade de Apoio Casa de Maria Embaixadora da Paz

       Nas águas turvas da natureza humana, a guerra ocupa um lugar de destaque máximo não somente pela  existência absurda do extermínio massivo de mentes e corações, mas também por lançar um descrédito sólido de que a bondade é implícita no ser humano. Nenhuma causa justifica uma sequência de batalhas onde o extermínio é pragmático e, infelizmente, matemático: a quantidade de vítimas determina o vitorioso ainda que seja de forma parcial.
É uma dificuldade absurda um esforço mental humano calcular as dimensões gigantescas do Holocausto em forma de luto. Um sofrimento brutal e extensivo a gerações posteriores das famílias exterminadas.
Não podemos ser catastrofistas e imaginar que não nasce uma flor nessa terra arrasada. Sim, existe o contraponto para apontar que a bondade abnegada tem seu espaço nesse cenário de  horror. Uma entidade, através dos anos, tem sido um símbolo da ação humanitária em assistir às vítimas : a Cruz Vermelha.
Mudando o foco para o nosso país, constatamos que a guerra acontece de forma não declarada nos grandes centros urbanos onde a violência de causas sociais e efeitos criminais, os transforma em desertos de amor. A aridez é quase absoluta em termos de solidariedade ao próximo. Esse “quase” está estrategicamente posicionado para exercer o manifesto de que nem tudo está perdido. Há pessoas que se doam através de programas de apoio emocional para que o ser humano exerça o seu direito à paz interior através da harmonia a ser conquistada pelo equilíbrio emocional. Uma busca de ajuda primordial durante a fase crítica do luto.
A Depressão ganhando contornos de grande destaque em termos de saúde pública, vai prosperando em sua missão nefasta de propagar a tristeza profunda e desânimo com alto impacto na qualidade de vida das pessoas. Uma situação que gera a perda do sentido da vida para muitos após a perda de um ente querido.
Nesse deserto de sentimento humanitário não existem miragens e sim oásis representados pelas entidades movidas principalmente pelo trabalho voluntário para restaurar ao ser humano a dignidade de uma saúde emocional consistente através da ajuda.
Utilizando métodos práticos caracterizados pela simplicidade  nas suas reuniões periódicas, os ouvidos caridosos dos voluntários   geram  a grande ferramenta de alívio emocional da espécie humana: o desabafo.
Desabafo com orientação dirigida através da Dinâmica de Grupo e outros recursos podem devolver ao indivíduo deprimido pelo luto a motivação e o desenvolvimento de novos potenciais através da socialização com outros participantes do grupo. Constatar que nenhum ser humano é uma ilha em termos de sofrimento é importantíssimo.
Conversas fraternais quando a troca de experiências é uma preciosidade, ocorrem com uma regularidade produtiva. Consolo solidário é uma característica marcante dessas situações de confraternização no final do evento. Um convite eficaz para participar da próxima reunião e reencontrar pessoas que despertaram o grande efeito positivo: a afinidade.
O luto e seu flagelo emocional exige uma luta sem trégua. Para incorporar um reforço de peso ao seu potencial de combate, basta ligar para: (11) 3271-9315.

Omar


domingo, 3 de junho de 2012

- ENTRE A DOR E A ESPERANÇA. A BIFURCAÇÃO NA ESTRADA DA VIDA


A brutal diferença entre a imposição e a opção. A imposição ditatorial e inclemente da morte de um ente querido e o exercício da opção de reagir.
A sensação de um mal irreparável envolvendo perdas ou grandes mudanças são marcos divisórios em nossas vidas. Sonhos deletados, a impossibilidade de visualizar o futuro em companhia de quem se foi, o sofrimento estressante e seus sintomas físicos e psicológicos, enfim, a sensação de que algo a que tínhamos direito nos foi roubado pela fatalidade. A parceria entre a revolta e a impotência.
A pergunta inevitável que às vezes, em forma de grito, é lançada no palco onde  os atores principais são o choque e a negação :
“ Por que ele (ou ela) ?”
Há uma semi-consciência de que essa pergunta jamais será contemplada por uma resposta. Um apelo questionador ineficaz que vale apenas como um desabafo considerando as circunstâncias trágicas na qual ele ocorre.
A palavra “planejamento” pode chocar pela sua evidente racionalidade despida de conteúdo emocional, porém, temos que ir em busca de um plano para elaborar esse luto. Continuar apenas respirando não é uma postura digna e compatível com o poder de reação humana. A energia para a retomada de nossa vida pode estar mais próxima do que imaginamos. Basta encontrar um resíduo de força em nossa alma flagelada pela dor e deduzir que aceitar a realidade da morte é um passo com suas limitações mas, no contexto geral do luto, um progresso gigantesco.
Mudanças impulsivas como trabalho intenso na maior parte do dia, viajar, mudar de residência, álcool, tranquilizantes, etc estão dentro do contexto do livre arbítrio, porém, poderão ser lamentadas numa fase posterior. A passagem do tempo poderá trazer o poder de tomar decisões de uma forma mais madura e razoável através da recuperação da confiança em si mesmo (a).
Os que se entregam de forma abnegada ao trabalho voluntário com o objetivo de aliviar o sofrimento alheio se envolvem numa atividade construtiva que pode ser a grande revelação. Pode representar o plano “A” nunca para uma fuga e sim para um enfrentamento da dor.
Quem tiver a oportunidade de pesquisar sobre a vida do Dr. Patch Adams, um ícone na dedicação voluntária em aliviar o sofrimento humano, poderá constar que tudo começou com uma tentativa de suicídio do mesmo quando sua vida parecia sem sentido. Obviamente uma perda irreparável para a espécie humana se tivesse ocorrido.
Entre as celebridades temos grandes exemplos de reação diante da tão batida expressão “armadilha do destino”. Nomes poderiam ser citados, porém, o noticiário é tão pródigo em reportar esses fatos que quando uma tragédia ocorre,por exemplo, no meio artístico, somos envolvidos pela curiosidade em saber como vai reagir quem ficou diante da passagem de quem se foi para a eternidade. Um acompanhamento diário dessa reação não é nada raro considerando o abastecimento diário de novidades através da mídia. Exemplos de grandeza diante da tragédia poderão servir de paradigma positivo para os que sofrem.
O crescimento da sensação de ganho e de expansão poderá se configurar com o passar dos dias e meses. Lembrar com alegria do ente querido e viver o passado sem amarguras ajuda muito em busca da cicatrização da ferida na alma. Novas possibilidades de relacionamento poderão surgir e a aquisição de confiança para vida poderá ser uma consequência natural e nada surpreendente. Um direito conquistado com muito sofrimento.
O decantado e, obviamente simbólico,  “pote de ouro” no final da sua escolha diante da bifurcação que determinou a sua opção por reagir poderá estar configurado em termos de dias ensolarados que representarão as trevas que permaneceram no túnel do luto a ser visualizado apenas através do espelho retrovisor. Parabéns pela escolha certa, pois no plano espiritual aplausos ocorrerão por parte de quem também sente muito sua falta.
Omar