As obviedades às vezes são um mal necessário para abordagem de um tema e a obviedade da vez é registrar que o luto é uma estrada pavimentada por alegrias e decepções geradas pelas relações interpessoais. A esquiva de amigos ou parentes quando um apoio era a certeza absoluta e o conforto improvável de um desconhecido nos leva a exaltar a frase do Padre Antonio Vieira:
"Certos amigos não são os amigos certos"
Os amigos e parentes certos são pessoas especiais. Aquelas que tem a habilidade de dividir sua vida com outros.
Elas são honestas na palavras e nas atitudes. São sinceras e compassivas e tem a consciência de que se a compaixão fosse o sentimento predominante na humanidade, tragédias genocidas como o Holocausto jamais teriam ocorrido.
E sempre dão por certo que o amor é parte de tudo. É o ingrediente principal que caracteriza a atuação no palco do teatro da vida.
As pessoas especiais são aquelas que tem habilidades para se doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos. A morte de um ente querido é uma mudança traumática embalada pelo sofrimento. Não há necessidade de vivenciar esse sofrimento alheio para ter noção dos danos emocionais. Ser especial é ter o dom magistral da empatia e utilizar o conforto das palavras consoladoras para estar presente nesse momento desesperador de um amigo ou parente.
As pessoas especiais são aquelas que se permitem o prazer de estar próximo aos outros e se importam com a felicidade deles. Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida. E que o aspecto incondicional deste amor é o mesmo de um cão pelo seu dono, seja ele milionário ou indigente.
As pessoas especiais são aquelas que se permitem o prazer de estar próximo aos outros e se importam com a felicidade deles. Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida. E que o aspecto incondicional deste amor é o mesmo de um cão pelo seu dono, seja ele milionário ou indigente.
As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela.
Procuramos tanto algo que se chama felicidade que nessa busca não percebemos quantas vezes fomos contemplados com a beleza da vida que pode ter sua base nas relações interpessoais.
Queremos tanto o impossível, que não percebemos quanta coisa ainda é possível como conviver com a benção representada por um amigo ou parente especial.
Sonhamos tanto com os melhores momentos que só percebemos quando eles já se foram.
Por isso viva somente o presente aproveitando ao máximo todos os momentos felizes que te acontecerem e jamais se esconda diante do sofrimento alheio. Seu ombro é o amparo que coloca você no clube dos eleitos pelas divindades para tornar sua existência no planeta uma fonte de amor.
Seja especial e encare com naturalidade a pergunta reveladora:
O que você teria a perder ?
Omar Manzanares
Inspirado em tema sugerido por Luci Karpfenstein- Centro Espírita Ana Vieira











