Um dia desses um jovem me perguntou como eu me sentia sobre a terceira idade.
Levei um susto, porque eu não me vejo como um idoso.
Ao notar minha reação, o garoto ficou embaraçado, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ele.
Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida a pessoa que sempre quis ser.
Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida a pessoa que sempre quis ser.
Fico incrédulo muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdomen, através das grossas lentes dos meus óculos. Constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho mas não sofro muito com isso.
Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco , uma barriga mais lisa ou por mais agilidade nos movimentos.
Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesmo, menos crítico das minhas atitudes. Tornei-me amigo de mim mesmo. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceiro, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?
Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 60, 70, 80 e se, de repente, lembrar de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo.
Andarei pela praia e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles também, se conseguirem, envelhecerão.
Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar.
Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente mesmo tendo consciência que ao longo dos anos meu coração sofreu muito.
Como não sofrer com a perda de um grande amor, com o sofrimento de uma criança, morte de um animal de estimação ou com a ausência um ente querido que passou para o plano espiritual ?
Corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril,nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.
Sou abençoado por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.
Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo e ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Conquistei o direito de estar errado e não ter que dar explicações.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril,nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.
Sou abençoado por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.
Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo e ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Conquistei o direito de estar errado e não ter que dar explicações.
Assim, respondendo à pergunta daquele jovem , posso afirmar: "Eu gosto de ser velho". Libertei-me!
Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. E comerei sobremesa todos os dias e repetirei, se assim me aprouver.
E penso que nunca me sentirei só. Sou receptivo e carinhoso, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim buscar o que terei sempre para dar enquanto viver:
EXPERIÊNCIA E MUITO AMOR!
Autor Desconhecido
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