domingo, 8 de julho de 2012

- INVISÍVEIS MAS NÃO AUSENTES


A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que há ali alguém e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que é o meu eu irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências e sobe até o respiradouro.
Aí,  olha e distingue ao longe a campina. Aspira o ar livre e vê a luz.
Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a liberdade à sua saída ?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, do qual o nosso corpo humano pode ser senão um esboço grosseiro ?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta Terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a Terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação e para além das sombras estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra e tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito onde aquele que dorme e desperta vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é espírito.
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é uma verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de  preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem. Elas serão valiosas quando você fizer a grande jornada rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
Que Deus nos ilumine hoje e sempre.

                                                          Victor Hugo




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